Saturday, August 25, 2007

Autocarro II

É Sexta-Feira e um sol alaranjado entra pela janela. O autocarro está quase vazio. Entram três negros. Um de muletas devido a uma mal formação das pernas, com uniforme de segurança, senta-se nos bancos laterais da frente diante de mim. À sua direita senta-se um jovem e no banco a seu lado um homem de 30 anos enorme com de voz grave. A música que os africanos imprimem às línguas distingue-se, pela variedade rítmica e melódica, das outras pronúncias. Pausas, acelerações, entrar tarde no tempo, melodia, tempos secos, agudos emocionais, inflexões. Improviso de jazz difícil de repetir no papel.
'Man I don't walk more than a mile. I am here for six months and it took me some time but I managed to get it just right. You, when when you walk one of those streets that climb you can have a stroke and just die! That's right, man. If I go downtown, to the Public Library, I take a bus, I get out and walk one block, just one block, than I get another and it gets me right to the door and that's it. No way I'm gonna walk for miles.'
O cansaço do trabalho ou a vergonha de ser pedestre no país dos carros? Nas pausas que ele nos concede, o rapaz e o segurança assentem e rimos a bom rir.
O segurança também conta como se prepara para sair do trabalho. 'Everyone knows they should be out a long time ago, so I just close the doors and if someone's in it stays until Monday!'
Gente cansada de trabalho, riso contagiante e especial dos africanos unindo as pontas soltas.

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